segunda-feira, 15 de junho de 2009

E A PARADA? POR AQUI CONTINUA O MESMO E POR AÍ?


Não fui a parada, não tive tempo e nem dinheiro pra isso. E sabe o que isso me fez pensar? Que realmente o que move aquilo é dinheiro. Aliás, o que hoje não é movido? Só não o meu caráter. Enfim, estive tão preocupado com minhas sentimentalidades estes dias e com o rumo profissional, que a última coisa que pensei foi na tal Parada Gay, ou seja, não parei para ver a Parada. Só me dei conta mesmo da ínfima matéria do Fantástico, que, por contradição, mostra outra, logo após, sobre uma pesquisa de casamentos entre jovens e maduros... e, por incrível que pareça, não estavam incluídos ali um casal gay, logo no dia da PARADA. Talvez, não seja ideal apresentar um casal gay como “normal” na TV e incluí-lo numa pesquisa social.

Bom, mas se tudo o que move é a moeda, então pra que chorumelas? Talvez a Parada não tivesse dinheiro bastante para pagar os anúncios na Globo. Talvez só as festas pré, durante e pós-parada, os hotéis, restaurantes, barzinhos e os canais GLS têm interesse em mídia. Mídia com público-alvo bem segmentado. Enquanto isso, a Doritos continua com a política dela, minha mãe pedido mais sutileza nos movimentos, e alguns amigos encabulados com meu afeto expressivo.

É, dia 14 de Junho eu não parei para ver a parada e a parada é o seguinte: ainda é sim importante que aconteça, já sabendo que os gays estão enriquecendo a economia mundial. Eu só espero que um dia, eles enriqueçam também, e que eu esteja incluído, o sentimento puro que é o amor. E que não seja, aos meros vinte e dois anos que tenho, ilusionismo.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

DE FERIADO


Queria entender o sentimento que me prende a não escrever. É um medo ressentido de que não dará certo ou de que serei analisado por um perverso. E na maioria das vezes é assim mesmo, e isso quando alguém descobre que algumas linhas foram preenchidas. Afinal, ser lido é meta difícil de conseguir nessa geração em que cresci.

Existe algo em mim que me faz sentir ser diferente, o patinho feio, o ser estranho no mundo. Há um tempo, na pura inocência de um adolescente, pensei ser o estado gay. Mas sabe, que não! Continuo estranho, muito bem resolvido com a sexualidade, mas não tão bem resolvido assim com o mundo, com as causas externas. Acho que a minha sensibilidade vai além de um ser romântico, aliás, o que é ser romântico? É sonhar com o príncipe encantado? Já não sonho com ele, encontrei algo real para a consumação das minhas “fantasias”. E é um crescimento constante esse tal do amor. Como as músicas que ouço, algumas cheias de balanço, outras melódicas, outras sambadas, outras experimentais demais. Como os dias, alguns extremamente ensolarados, outros chuvosos, outros nublados. Gosto disso, de me sentir vulnerável, incontrolável. Gosto da sensação de não ter poder, ou de fingir não tê-lo.

E as escritas? Bem, elas também fazem parte desse jogo de poder, gosto, música e clima-tempo. Amanhã é Dia dos Namorados, quem estabelece esses dias, enh? Sei que já comprei uma coisa fofa para o meu, faremos um jantar no ap. mesmo, afinal, não quero escandalizar as duas cidades de quase 500.000 habitantes por beijos gays em um restaurante “familiar”. Um dia encontro o lugar certo para beijar. Já quebrei algumas barreiras como essas, que para mim são comportas mais que abertas, mas no Velho Chico, a barragem só é liberada em dias de muita chuva. E que venham as chuvas e novos dias dos namorados.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

PEIXES PÁSSAROS PESSOAS

Ouvindo PEIXES PÁSSAROS PESSOAS
Vivendo PEIXE,
Cantando PÁSSARO,
Tratando PESSOAS.

"Vi que é bem melhor calar que falar, mas é cada uma que eu tenho que escutar..." Eu vou pras bandas de lá!

domingo, 4 de janeiro de 2009

O REGRESSO A DIVERSIDADE


era tempo de falar. Desde o início da novela A Favorita tenho me incomodado com a presença do personagem Orlandinho, ainda que não soubesse a proposta do autor em citar mais uma relação homossexual nas tramas da Rede Globo. Conforme o decorrer dos capítulos, o elenco humorístico se voltou à relação psicossocial entre a dúbia personalidade de Orlandinho e seus familiares. Para variar, mais uma vez, o gay é tratado como caricato e alvo de piadas. Acredito na bissexualidade e nos transtornos ou conseqüentes comportamentos mentais.

Posso até acreditar numa variação genética, daqui a alguns anos, quem sabe? Mas daí aceitar que um Gay rotule a personalidade sexual e creia na sua conversão já é demais para a minha, mínima que seja, inteligência. Não gosto de Balé Clássico, não dou gritinhos de fofoquinhas, nem rebolo nas lojas do Shopping.

E o mais interessante é que a discussão de gêneros tem em constância que voltar ao puro ato físico, carnal. As cenas representadas são sempre de assédio, sexo, excitação e semi-nuas. Não sei mesmo qual a importância ou irrelevância da tal personagem. Talvez seja modismo, talvez arrogância por parte do autor. O que podemos perceber é que o respeito ao próximo, mesmo em suas diferenças, como lei de sobrevivência, está longe de ser cumprido. Entremos assim em 2009, eu com as minhas crenças e esperanças e você?




sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

VIRADA DE ANO, ESPÍRITO RECICLANDO, OUVINDO O ZÉ E DELIRANDO COM O RENATO

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

POSTAL A UM AMIGO

As afeições não se devem ao contato puro entre corpos. É possível mais! E isso eu pude aprender com um amigo que nem sabe o quanto é especial, e nem eu sabia. Um amigo que nunca participou da minha infância, nem filou aulas em dias de busca a aventura e nem presenciou as inúmeras facetas que me constam. Mas, palavras lhe sustentam a alma de uma única forma que chegam a submergir meu estado puro ou leigo... Juro que estou em busca da "felicidade" e consigo encontrá-la no amor. Nesse amor que cresce e cresce na cumplicidade, na transparência.

Ando respirando
Viciado
Condenado ao amor
Ando amando suas formas
Suas promessas
Ando amando
Andando
Amando

E por incrível que pareça, às vezes, me sinto vazio por isso.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O QUE MAIS POSSO DIZER DO NATAL?


Filmes, decorações, canções, presentes e luzes que piscam. Ando sentimental e em todo Natal é assim. Qualquer objeto, guloseima ou manifestação dessa mera data de calendário me faz ter arrepios dos transtornos que me causam. Seja uma viagem inesperada, rever parentes que nem lembramos mais ou receber um presente indesejado. Talvez tudo isso seja o chamado Espírito Natalino e a razão do encontro seja também o da despedida, unir os sentimentos.


Em outra vertente, não suporto a idéia de pensar que inúmeras pessoas se sacrificam para comprar um Peru Sadia que custa R$ 7,90 o Kg nas prateleiras de um Hipermercado. Desses que se encontra em Shoppings Centers de corredores com ostensivas decorações natalinas e vitrines que emolduram o ego de um cidadão capitalista.


É interessante como o mercado se torna um ciclo. O décimo terceiro salário relacionado às férias, ou simples feriado, que se relaciona às datas festivas.


Não quero combater o capitalismo e nem serei hipócrita em dizer que não

o consumo, mas fico feliz por estar diante de uma “Crise Econômica” em que o popular tenha se fortalecido. Talvez assim, as pessoas entendam, e me incluo nelas, que o Natal tem outra representatividade. Foi o que me fez pensar no Espírito Natalino, na união dos sentimentos.


E o que falar de uma cidade vizinha (Juazeiro - Ba), bem na lateral, em que parece o seu sistema estar desandado, ou melhor, parado. Em que os funcionários públicos se auto-dão férias, um programa de saúde não é devidamente executado por falta de óleo para suas ambulâncias, as ruas fedem, os canos estouram e as luzes não piscam. Isso por se tratar de uma política nada social que nem “Espírito Mercadalino” obtém. Só o que nos resta é assistir a massificada e exaustiva programação da Rede Globo e rezar para ganhar em algum amigo secreto o CD do Padre Fábio de Melo que a emissora insistiu tanto para que se comprasse.


Entre tantos fatos, deixo aqui, de forma tão pessoal e tecnológica, uma escrita para o meu Papai Noel, sim, porque na diversidade em que vivemos, acredito ter cada um o seu, e um pedido de que os deveres e leis se ajustem, para que a órbita do planeta* entre em sentido comunitário, afinal, como viveremos sem um outro? Amai-vos meu povo! Amai ao teu espírito e a aquele que te cerca. É isto o que ando desejando, temporariamente, amanhã poderá não mais ser, já que o ciclo mercadológico tem a lógica da vaidade, mas tentarei amar. Mesmo errando, ás vezes desacreditando, tentarei amar.


*Uma palavra que não costumo usar e que soa uma tanto modista, publicitária. Mas que aqui coube o seu científico conceito.



segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

ANFIPOESIA

Love - Obra Beatriz Milhazes


Fazer o que não se fazer
Não fazer o que se fazer
Sim, tenho medo
tenho fraco
tenho sede
De voltar
De iniciar
De ser
Saliva seca
A água no pote
O suco na veia
O caminho curto
O pulso fraco
Mais um dia para o amor
Este amor
Mais um dia pro não feito
Mais um belo estranho dia
Fazer o quê
não se fazer
Não fazer
o que se fazer

terça-feira, 18 de novembro de 2008

EU NÃO PRECISO VIVER ISSO! POSSO SER MAIS FELIZ!

Buscamos o amor, e buscamos na tentativa de que isso tenha algum significado. Insistimos em reconhecer que um sentimento é a força para mover, movimentar, alimentar o ego e a alma. Mas como este sentimento é traiçoeiro, ou mesmo, egoísta. Acho que no fundo só amamos a nós mesmos. É o que nos conforta, o que nos faz bem, o que está bem para mim. É um ideal de Eus, de opiniões próprias, de conceitos próprios. Sei que estou me cansando uma pouco dele, desacreditando no carinho daquele que vira o rosto e dorme, porque para aquele não foi percebido que sua inquietação tem sentido, que ele precisa dormir, mas que ao lado do mesmo está alguém que também quer dormir e que precisa de mais alguma atenção. ATENÇÃO! Essa é a palavra que talvez devêssemos praticar mais. ATENÇÃO consigo, com o alheio, com o mundo. ATENÇÃO para amar. Não se é difícil ter ATENÇÃO. ATENÇÃO com o novo, com o velho, ATENÇÃO com o que faz ou deixa de fazer. ATENÇÃO. ATER UMA AÇÃO. Dividir o último comprimido para o sono.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

FEIO AMOR

Devem existir outros mais sentimentais que eu,
Mas o meu sentimento é meu,
Ao menos isso posso ter em poder.
E o que depender da minha razão,
enquanto em sã consciência,
dependerá de mais nada.
Prefiro assim,
pois do compasso do amor
só sei dar três passos
bambos
E o samba como repertório
responde literal.
Então, prefiro mesmo assim
E que nossas confidências não despreze o feio,
Pois amo o teu
Amo o meu
Amo o nosso