
Não fui a parada, não tive tempo e nem dinheiro pra isso. E sabe o que isso me fez pensar? Que realmente o que move aquilo é dinheiro. Aliás, o que hoje não é movido? Só não o meu caráter. Enfim, estive tão preocupado com minhas sentimentalidades estes dias e com o rumo profissional, que a última coisa que pensei foi na tal Parada Gay, ou seja, não parei para ver a Parada. Só me dei conta mesmo da ínfima matéria do Fantástico, que, por contradição, mostra outra, logo após, sobre uma pesquisa de casamentos entre jovens e maduros... e, por incrível que pareça, não estavam incluídos ali um casal gay, logo no dia da PARADA. Talvez, não seja ideal apresentar um casal gay como “normal” na TV e incluí-lo numa pesquisa social.
Bom, mas se tudo o que move é a moeda, então pra que chorumelas? Talvez a Parada não tivesse dinheiro bastante para pagar os anúncios na Globo. Talvez só as festas pré, durante e pós-parada, os hotéis, restaurantes, barzinhos e os canais GLS têm interesse em mídia. Mídia com público-alvo bem segmentado. Enquanto isso, a Doritos continua com a política dela, minha mãe pedido mais sutileza nos movimentos, e alguns amigos encabulados com meu afeto expressivo.
É, dia 14 de Junho eu não parei para ver a parada e a parada é o seguinte: ainda é sim importante que aconteça, já sabendo que os gays estão enriquecendo a economia mundial. Eu só espero que um dia, eles enriqueçam também, e que eu esteja incluído, o sentimento puro que é o amor. E que não seja, aos meros vinte e dois anos que tenho, ilusionismo.









